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O direito de dirigir é suspenso quando o motorista atingir o limite de pontos estabelecidos na lei ou se cometer alguma infração autossuspensiva, que por si só acarreta um processo de suspensão do direito de dirigir.
Desde abril de 2021, o motorista recebe a suspensão do direito de dirigir por pontos, quando acumula 40 pontos ou mais no seu prontuário durante um período de um ano. Caso o motorista tenha cometido alguma infração gravíssima a regra muda. Se o motorista cometer apenas uma infração gravíssima, esse limite cai para 30 pontos. Cometendo duas ou mais, a pontuação máxima se torna 20 pontos. Quando ocorre a soma total dos pontos e o limite é ultrapassado, a carteira de motorista é suspensa.
Mas, caso receba uma notificação da suspensão do direito de dirigir, o condutor pode recorrer da autuação entrando com recurso para anular a infração. Tire suas dúvidas entrando em contato por meio dos canais de atendimento aqui disponíveis e receba mais orientações sobre como recorrer com ajuda especializada.
A cassação de CNH é a penalidade mais severa do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pois proíbe o motorista autuado de dirigir por um período de 2 anos, fazendo com que ele tenha que passar por todo o processo de habilitação novamente. Ou seja, ele terá que refazer todos os exames teóricos e práticos do Centro de Formação de Condutores (CFC). O recurso é a melhor forma de cancelar o processo de carteira de motorista cassada.
O art. 5º da Resolução n.º 723/2018 do CONTRAN garante aos condutores o direito de defesa, antes que a penalidade seja aplicada de fato. A CNH só será cassada imediatamente caso você decida não exercer o seu direito de defesa. Logo, para recorrer, é necessário elaborar um recurso baseado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que possa justificar o cancelamento da penalidade. Conte com ajuda especializada em direito de trânsito para aumentar ainda mais sua chance de ter seu recurso aceito!
As penalidades para esse tipo de infração são: multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
O motorista pode se recusar a fazer o teste do bafômetro, porém, conforme o Código de Trânsito brasileiro, as penalidades são as mesmas tanto para quem realiza o teste e tem resultado acima do limite regulamentado em lei, quanto para quem se nega a fazer o teste.
Mas, antes da aplicação de qualquer uma dessas penalidades, é preciso que haja dado ao condutor, a oportunidade de se defender.
Sem que as fases administrativas se esgotem, é possível que o condutor dirija sem impedimentos, licencie e transfira o veículo e renove e adicione categoria em sua CNH, ou seja, recorrer tem muitos benefícios, pois além das penalidades ficarem suspensas, existe a possibilidade de anular este ato administrativo.
Dra. Luma Henriquez – Advogada inscrita na OAB RS 119.049
Luma Henriquez Advocacia: na defesa dos direitos de motoristas e proprietários de veículos!
Escritório especializado na defesa e recursos de multas de trânsito, assim como em processos relacionados à lei seca e ao bafômetro.
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Luma Henriquez - Advogada Especialista em Direito de Trânsito12 avaliações no Google
Marcelo de Oliveira Silva2024-11-12Excelente profissional! Recomendo. A Luma é uma das poucas advogadas da área que tem ética e profissionalismo. Parabéns pelo ótimo trabalho!
Erick nebauer2024-09-12A Drª Luma foi muito atenciosa comigo durante o processo inteiro e resolveu meu problema com a minha carteira. Estou livre da suspensão. Só tenho que agradecer você e seu escritório !
Brunoennes09 Ennes2024-09-04prestou um ótimo atendimento e conseguiu resolver meu problema da suspensão da minha carteira.
fagner menezes2024-08-14Nem tenho palavras pra agradecer todo serviço prestado pela Doutora Luma e seu escritório, desde o primeiro contato até o final do processo. Atendimento diferenciado, todo suporte prestado durante o andamento do processo. E o melhor de todo, problema resolvido, multa de lei seca anulada. Obrigado a todos os envolvidos!🙏
Daniel Schuch2024-07-05Profissionais extremamente competentes! A equipe da Advocacia Luma Henriquez mostrou um conhecimento profundo das leis de trânsito e uma habilidade incrível em resolver meu caso de suspensão de habilitação. Muito obrigado por tudo!
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É amplamente reconhecido que as leis de trânsito são rigorosas quando se trata da proibição de dirigir sob a influência de álcool, com uma política de tolerância zero para aqueles que decidem combinar álcool e direção.
No entanto, o que pode não ser tão conhecido é que existe a possibilidade de contestar uma infração relacionada ao bafômetro, independentemente de ter sido autuado por se recusar a fazer o teste ou por dirigir sob a influência de álcool.
Isso ocorre porque muitas pessoas acreditam erroneamente que, ao serem paradas pela Lei Seca, não têm alternativa senão aceitar as penalidades impostas.
No entanto, isso não é inteiramente verdade, caro condutor!
É importante entender que há a possibilidade de defesa não apenas para casos em que o teste de bafômetro deu positivo, mas também para qualquer outra infração em que o motorista possa ser enquadrado.
E essa possibilidade de defesa é o que chamados de princípio do contraditório e ampla defesa, previsto em nossa Constituição Federal como uma garantia ao respaldo dos direitos de qualquer condutor.
Com esse objetivo em mente, elaboramos este artigo para fornecer informações valiosas sobre o teste do bafômetro.
A Lei Seca é bem conhecida por sua missão crucial: impedir que motoristas operem veículos sob a influência de álcool ou substâncias que afetem sua capacidade de dirigir com segurança.
Essa política visa principalmente a redução das taxas de fatalidades no trânsito, incluindo acidentes e mortes em todo o Brasil, muitos dos quais resultam de condutores embriagados.
Para alcançar esse objetivo, foi necessário criar meios eficazes de confirmar situações de flagrante, como o uso do bafômetro.
Mas, afinal, o que é o bafômetro?
Introduzido em 2006 em conjunto com a Lei Seca, o etilômetro é um dispositivo projetado para detectar a presença de álcool nos pulmões de motoristas parados em blitz de trânsito.
O uso do aparelho, comumente chamado de bafômetro pelo público em geral, é especialmente intensificado durante feriados e épocas festivas, como o Carnaval, Natal e Ano Novo, quando a probabilidade de motoristas alcoolizados está em alta.
A medição é realizada por meio de reações químicas; não é necessário coletar sangue do motorista, pois a quantidade de álcool é detectada pelo hálito.
Quando o condutor concorda em fazer o teste, ele simplesmente sopra em um tubo descartável conectado a um aparelho que identifica o álcool em seu organismo.
Se o resultado for positivo, o motorista enfrentará as penalidades previstas no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro.
Quando discutimos a Lei Seca e assuntos relacionados ao bafômetro, frequentemente surgem dúvidas e confusões sobre as infrações associadas.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) aborda duas seções importantes relacionadas ao consumo de álcool e direção.
O principal deles é o artigo 165, que lida diretamente com a infração de dirigir sob a influência de álcool. Em geral, quando um condutor é parado em uma blitz, ele é submetido ao teste do bafômetro e, se o resultado for positivo, ele é autuado conforme o artigo 165.
Outro artigo relevante é o 165-A, que estabelece como infração autônoma a recusa a realizar o teste do etilômetro. Isso significa que, se o motorista se recusar a fazer o teste, ele também será autuado por infração administrativa.
Importante notar que as penalidades para ambos os artigos são idênticas, demonstrando a seriedade com que a lei aborda a questão da combinação de direção e álcool.
Aqui está a íntegra dos dois artigos:
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Infração: Gravíssima;
Penalidade: Multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa: Recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4º do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro).
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses.
Art. 165-A. Recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa, na forma estabelecida pelo art. 277:
Infração: Gravíssima;
Penalidade: Multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa: Recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4º do art. 270.
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses.
Ambas as infrações são consideradas gravíssimas e mandatórias. Além de receber uma multa significativa, que é aproximadamente de 3 mil reais, o motorista terá seu direito de dirigir suspenso por 12 meses, a menos que apresente recurso.
Adicionalmente, após cumprir a suspensão, o condutor deve participar obrigatoriamente de um curso de reciclagem e passar em um exame teórico, conforme previsto no artigo 256, inciso VII do CTB.
É evidente que a legislação de trânsito busca desencorajar essa prática perigosa, tratando a recusa ao teste com a mesma gravidade que a infração de dirigir sob a influência de álcool. Isso ocorre porque alguns motoristas infratores optam pela recusa na esperança de evitar penalidades caso sua embriaguez seja comprovada.
Uma questão que costuma gerar muitas dúvidas é o limite de tolerância para o teste do bafômetro.
Muitos motoristas confundem a margem de erro com uma possível tolerância, mas é fundamental ter cuidado com essa interpretação.
A Lei Seca é extremamente rigorosa e não estabelece qualquer quantidade aceitável de álcool no organismo do motorista.
Na verdade, ela prevê tolerância zero, ou seja, não é permitida nenhuma quantidade de álcool para não ser enquadrado na infração.
O artigo 276 do CTB deixa isso bem claro, afirmando que qualquer concentração de álcool no sangue ou no ar alveolar sujeita o condutor às penalidades estabelecidas no artigo 165 do CTB.
O parágrafo único faz referência a uma possível margem de tolerância em relação ao equipamento utilizado para medir a concentração de álcool.
Observe:
Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165
Parágrafo único. O Contran disciplinará as margens de tolerância quando a infração for apurada por meio de aparelho de medição, observada a legislação metrológica.
Segundo a resolução nº 432/2013 do CONTRAN, essa margem de erro é de 0,04 mg/L, aplicando-se apenas à aferição do aparelho de bafômetro e não como uma quantidade aceitável no organismo.
Portanto, é crucial entender que essa margem de erro não representa uma flexibilização da lei. O Brasil tem uma das legislações mais rigorosas em relação à embriaguez ao volante.
A margem de erro do equipamento é uma forma de evitar punições injustas.
Logo, se um motorista se submeter ao teste sem ter consumido álcool e o resultado indicar uma concentração igual ou inferior a 0,04 mg/L, ele não será autuado e será liberado.
Quando se trata de recorrer a infrações do artigo 165 do CTB, é importante destacar a possibilidade geral de recorrer a multas de trânsito.
Como já mencionamos em artigos anteriores, o direito de recorrer a multas de trânsito é assegurado a todos os condutores. Independentemente de se tratar de uma infração leve ou extremamente grave, todo condutor tem o direito de se defender.
No entanto, é fundamental que qualquer recurso seja bem fundamentado e, de preferência, esteja em conformidade com a legislação. O objetivo não deve ser apenas adiar a penalidade, mas anular infrações que tenham sido aplicadas de forma arbitrária.
No que diz respeito ao recurso de infrações relacionadas ao bafômetro, o processo é o mesmo que para outras infrações.
No entanto, vale lembrar que, além da multa, também é aplicada a penalidade de suspensão da habilitação.
O processo de defesa compreende seis etapas no total: três etapas no processo de multa e três etapas no processo de suspensão.
Essas etapas se aplicam tanto ao processo de multa quanto ao processo de suspensão do direito de dirigir.
É importante destacar os principais argumentos usados em infrações relacionadas ao artigo 165 do CTB.
Muitas vezes, o órgão de trânsito não cumpre os requisitos legais, e essas falhas podem resultar na anulação da penalidade.
Os principais argumentos incluem:
Falta de notificação de autuação ou de penalidade.
Falta da verificação anual do aparelho do etilômetro.
Ausência dos requisitos obrigatórios no auto de infração.
Decisão não fundamentada ou motivada, geralmente um argumento para recorrer à Jari.
Notificação emitida após 30 dias da data da infração.
É evidente que existem diversas maneiras de contestar a infração relacionada ao bafômetro, sobretudo ao considerar as irregularidades que podem levar à anulação no processo administrativo.
Ainda, é importante ressaltar que as penalidades são aplicadas apenas àqueles que violam a lei de trânsito, especificamente a Lei Seca. A melhor maneira de evitar essas consequências é conscientizar-se de que álcool e direção não combinam.
Em conclusão, a abordagem da Lei Seca e das infrações relacionadas ao bafômetro é essencialmente rigorosa. No entanto, é importante destacar que, assim como em qualquer outra infração de trânsito, os condutores têm o direito de exercer sua defesa.
O processo de recurso segue as etapas padrão, incluindo defesa prévia, recurso à Jari e, em último caso, recurso ao Cetran.
É fundamental que qualquer contestação seja bem fundamentada e esteja em conformidade com a legislação, pois o objetivo deve ser não apenas protelar as penalidades, mas também, em muitos casos, anular infrações que possam ter sido aplicadas de forma injusta.
Há vários argumentos que podem ser apresentados, como a falta de notificação adequada, problemas na verificação anual do aparelho do etilômetro, ausência de requisitos obrigatórios no auto de infração, entre outros.
No entanto, a melhor maneira de evitar as consequências das infrações relacionadas ao bafômetro é conscientizar-se de que álcool e direção não devem se misturar.
A Lei Seca foi criada com o objetivo de salvar vidas, e todos os condutores têm a responsabilidade de garantir a segurança nas estradas, protegendo a si mesmos e a outros usuários. É importante conhecer a legislação de trânsito e adotar práticas seguras ao volante, promovendo um trânsito mais responsável e, acima de tudo, preservando vidas.